quinta-feira, 25 de julho de 2013

Controle X Gerenciamento de equipes

Em sua empresa você controla ou gerencia a sua equipe? Ou os dois conceitos lhe parecem ter o mesmo significado?

O que pode indicar uma sutil diferença semântica, na prática, tem alto impacto no desempenho dos funcionários e na saúde mental do gestor. Controlar uma equipe é estar o tempo todo presente, marcando em cima, de maneira sufocante, passo a passo de cada um  sem deixar escapar nada. Isso implica em dedicar excesso de tempo e energia a tarefas exercidas pelos outros, em vez de se concentrar em novos projetos, prospecções ou outras atividades de crescimento da empresa.

Controlar mostra desconfiança, além de inibir inovação e iniciativa. Leva também a cobranças, às vezes excessivas. O funcionário tem uma nova ideia ou conhece uma maneira diferente de fazer e que pode levar a resultados melhores, mas se inibe porque o chefe está ali, no pé, medindo cada respiração durante o expediente. Controlar deixa o clima tenso.

Há quem leve em conta o velho ditado de que é o “olho do dono que engorda o gado”. Pode ser, mas é possível estar de olho, gerenciando em vez de controlar. Qual a diferença entre esses dois conceitos? Mais do que conceitos, a diferença entre controlar e gerenciar está relacionada com postura.

Leveza

No gerenciamento o líder também sabe o que acontece e acompanha todo o processo. Mas de maneira mais leve tanto para ele quanto para a equipe. Como é possível? O gerenciamento se dá a partir do momento que o líder investe mais na escolha e na preparação da equipe. Com isso ele está seguro de que tem pessoas capacitadas e comprometidas com o processo. Gente envolvida, que terá foco na solução e que tem liberdade para trazer ideias novas, porque conhece o projeto suficientemente para saber o que pode ou não ser viável para ele.

“Ah, mas o perfil da minha equipe não dá para gerenciar, tem de controlar mesmo”, podem dizer alguns. Será? Vamos ver.

A começar, com já foi citado, pela contratação. De que maneira ela se dá na sua empresa? Única e exclusivamente por indicação de amigos, sempre com pressa, apagando incêndios ou você abre o leque nesse processo incluindo anúncios classificados, agências de emprego, headhunters, associações de classe, entre outros. Quantas avaliações profissionais você faz antes de contratar ou a pressa leva a apenas uma entrevista básica e, depois de um tempo, vem a surpresa negativa?

Qual o papel de cada um na equipe? As responsabilidades e atividades estão claramente definidas ou a todo o momento é necessário alocar alguém para apagar incêndios? Os profissionais têm projetos dentro da empresa do qual são “donos” desses projetos, por menores que sejam?

Como você se comunica com a equipe? Acredita que muitas coisas as pessoas devem perceber por si só e não precisam ser explicadas? Em caso positivo lembre-se, que a mensagem pode estar clara dentro do seu mapa mental, das suas crenças, valores e, mas será que também o é perante os outros envolvidos?

Dizem que um exemplo vale mais do que mil conselhos. E é verdade. Pensando nisso, as regras da sua empresa são claras e servem para todos ou mudam a toda hora e não servem para você porque você é dono? O quanto você comemora e divide com a equipe as conquistas, desde as menores? Já fez as contas de quantos elogios e agradecimentos distribui por dia no seu ambiente de trabalho.

Ah mas trabalhar direito não é mais do que obrigação. Pode ser, mas trabalhar motivado, com regras claras e exemplo do dono podem trazer aquele a mais que fará a diferença. Que o levará a não mais precisar controlar e passar a gerenciar.

Lembrando: quem gerencia sai de férias, quem controla não.