segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quais são os seus papéis na vida?

Assim como em um filme, a nossa vida é recheada de personagens, diversos deles interpretados por nós mesmos em diferentes momentos e situações. Você sabe que papéis exerce na vida? Já parou para pensar neles e na influência que têm?

Diferentemente dos atores, cujo oficio é viver vidas que muitas vezes não tem qualquer relação com a sua personalidade, nós, cidadãos comuns, precisamos interpretar papéis que efetivamente estejam relacionados com os nossos valores e as nossas crenças. Afinal, nossa vida não é uma obra de ficção. Pelo contrário. Nossas posturas e decisões definem e mudam nosso rumo. Ou nos deixam sem movimento.

Atendi um cliente uma vez, cujo objetivo profissional era ser dono de uma empresa, mesmo que pequena. Ao fazermos o mapeamento dos seus papéis, tanto na vida pessoal quanto na profissional, notamos que, com quase 30 anos de carreira, esse profissional ainda se comportava como um executor e não como um gestor, mesmo quando ocupava cargos de alta liderança nas empresas em que trabalhava.

Os riscos de cada personagem

Não falo aqui sobre regras da empresa ou outros fatores externos.  Falo sobre postura. Como alguém, cujo sonho é ser dono de uma empresa pode construir seu caminho se, mesmo quando ocupa cargos de liderança, se comporta como um executor?

Será que, ao chegar lá, esse profissional não corre o risco de novamente fazer o papel de executor diante de seus sócios ou subordinados? Que culpa terão esses sócios ou subordinados se encontrarem essa brecha aberta e se “aproveitarem” dela?

A postura também faz parte do caminho para a conquista do sonho. E isso inclui a vida pessoal.  Outro exemplo é o homem que ocupa única e exclusivamente o papel de provedor em casa. Trabalha, trabalha, trabalha para fornecer o suporte financeiro à família. É possível que, ao exercer esse como seu único papel na família, ele possa querer o mesmo retorno que o pai que se divide entre papel de provedor e o de conselheiro dos filhos? Dá para cobrar um retorno de algo que não se oferece?

A mensagem da postura 

Os papéis que ocupamos falam muito sobre nós e geram boa parte do retorno dos nossos relacionamentos.  Se temos uma meta seja ela qual for, além de juntar recursos financeiros para atingirmos a mesma, precisamos, desde já, começar a ocupar o papel que queremos quando chegarmos lá.

Sem dúvida que um analista ou coordenador que quer se tornar gerente não pode sair por aí dando ordens à equipe. Mas ele precisa demonstrar postura de liderança para ser cogitado para uma promoção e não esperar a promoção para incluir esse papel na sua vida. Parece tão lógico e fácil, mas não é.

Fica aqui o desafio: faça uma lista dos diversos aspectos e ambientes da sua vida pessoal e profissional. Escreva ao lado deles o papel que você ocupa hoje, o retorno que você tem e qual papel gostaria de ocupar.  Se houver diferença entre as duas listas, não será hora de parar para pensar na necessidade de mudar algo?